quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma lenda de Pai Oxóssi.




       Olofim era um rei africano de ifé, lugar de origem de todos os iorubás.  Cada ano, na época da colheita olofim comemorava em
seu reino, a festa do inhames.   Ninguém no país podia comer dos novos inhames antes da festa.
  Chegado
o o dia, o rei instalava-se no pátio do seu palácio.   Suas mulheres sentavam-se a sua direita, seus ministros sentavam-se a sua esquerda, seus escravos sentavam-se atrás dele, agitando leques e espanta moscas e os tambores soavam para saldá-lo.   As pessoas reunidas comiam inhame pilado e bebiam vinho de palma.   Elas      comemoravam brincavam.  De repente um enorme pássaro voou sobre a festa.  O pássaro voava à direita e voava à esquerda...  até veio pousar sobre o teto do palácio.   A estranha
ave fora enviada pelas feiticeiras furiosas porque não foram convidadas para a festa.   O pássaro causava espanto a todos!
  Era tão grande que o rei pensou ser uma nuvem cobrindo a cidade.  Sua asa esquerda cobria todo o palácio, sua asa direita
cobria o lado direito do palácio, as penas do seu rabo varriam o quintal e sua cabeça cobria o portal de entrada.  As pessoas, assustadas, comentavam:

"Ah! Que esquisita surpresa?"  
"Eh! de onde veio este desmancha prazer?"   "Ih! O que veio fazer aqui?"

"Oh! O bicho é feio de dar dó!"   "Uh! Sinistro que nem urubu!"   "Como nos livrarmos dele?"
  
"Vamos rápido chamar os caçadores mais hábeis do reino."  De Idô , trouxeram Oxutogum, o Caçador das vinte flechas.  O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas vinte flechas.  Oxotogum afirmou:"Que me cortem a cabeça se eu não o matar!"   E lançou suas vinte flechas, mas nenhuma atingiu o pássaro.   O rei mandou prender.  De Morê chegou Oxotogio, o Caçador das quarentas flechas.  O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas quarenta flechas.          Oxotogi afirmou:"Que me condenem à morte se eu não o matar!"  E lançou as suas quarentas flechas, mas nenhuma atingiu o pássaro.  O rei mandou prender.  De Ilarê, Apresentou-se Oxotadotá, o Caçador das cinqüenta flechas.
                                                                                     

          O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas cinqüenta flechas.  Oxotadotá afirmou: "Que extermine toda a minha família se eu não o matar." Lançou suas cinqüenta flechas e nenhuma atingiu o pássaro.  O rei mandou prender.  De Iremã, chegou finalmente Oxotokanxoxô, o  Caçador de uma só flecha.  O rei lhe ordenou matar o pássaro com sua única flecha.  Oxotokanxoxô afirmou: " Que me cortem em pedaços se eu não o matar."
          Ouvindo isso a mãe de Oxotokanxoxô que não tinha outros filhos, foi rápido consultar um Babalaô, o adivinho, e saber o que fazer para ajudar seu único filho.  "Ah!" - Disse-lhe o Babalaô.  "Seu filho está a um passo da morte ou da riqueza.  Faça uma oferenda
e a morte toma-se a riqueza.  " E ensinou-lhe como fazer uma oferenda que agradasse às feiticeiras.
          A mãe sacrificou então uma galinha abrindo-lhe o peito e rápido colocar na estrada, gritando três vezes:"Que o peito do pássaro aceite este presente!" Foi no momento exato que o Oxotokanxoxô atirava sua única flecha.  O feitiço pronunciado pele mão do caçador
chegou ao grande pássaro.  Ele quis receber a oferenda e relaxou o encanto que o protegerá até então.
          A flecha de Oxotokanxoxô o atingiu em pleno peito.   O pássaro caiu pesadamente, se debateu e morreu.   A notícia se espalhou-se: "Foi Oxotokanxoxô, o Caçador de uma só flecha, que matou o pássaro! O rei lhe fez uma promessa, se ele o conseguisse! Ele ganhará a metade de uma fortuna! Todas as riquezas do reino serão divididas ao meio, e uma metade será dada a Oxotokanxoxô!!  Os três caçadores foram soltos da prisão e como recompensa, Oxotogun, o Caçador das vinte flechas, ofereceu a Oxotokanxoxô vinte sacos de búzios.  Oxotadotá, o Caçador das cinqüenta flechas, ofereceu-lhe cinqüenta.  E todas cantaram para Oxotokanxoxô. O Babalaô também, juntou-se a eles cantando e batendo em seu agagô: "Oxowusi! Oxowusi! Oxowusi!" "O caçador Oxo é popular!" E assim é que Oxotokanxoxô foi chamado de Oxowusi! Oxowusi! Oxowusi! Oxowusi!
















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Ponto Caboclo Flecha Dourada!

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Irmãos e irmãzinhas!
Esse Caboclo é um dos amores da minha vida.Um verdadeiro pai aconselhador e sábio! Nestes sete anos de Umbanda tive a honra de conhecer 4 Flechas Douradas, cada um com sua maneira de trabalhar, falar
mas com o mesmo amor e humildade de um verdadeiro pai que vem acolher seus filhos!

Saravá o Caboclo Flecha Dourada!
Okê Cabocloo!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Alguns elementos básicos dos Pontos Riscados

Por: Alex de Oxóssi.

Um Ponto – O Ser Supremo, a origem.
Uma Linha Reta – O Mundo Material.
Duas Linhas Retas – O Princípio. o Masculino e o Feminino.
Uma Linha Curva – A Polaridade.
Dois Traços Curvos – As duas polaridades – positiva e negativa.
Um Triângulo de Lados Iguais – A Força Divina – Pai, Filho e Espírito Santo – Santíssima Trindade.
Dois Triângulos (Hexagrama) – Estrela de seis pontas – todas as Forças do Espaço.
Um Quadrado – O os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).
Um Pentagrama -
A Estrela de Davi e o Signo de Salomão
A Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus.
Três estrelas também representam os Velhos e Almas.
Círculo – O Universo, a Perfeição.
Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – O Plano Divino, o Quaternário Espiritual.
Círculos Menores e Semicírculos – A fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.
Círculo com Estrias Externas – O sol (símbolo de Oxalá).
Espiral - Para fora indica chamamento de força, retirando demanda.
Seta Reta ou Curva e Bodoque – Irradiação de Oxossi (caboclo).
Balança, Machado ou Nuvem – Símbolos de Xangô e do Oriente.
Raio (condições atmosféricas) – Símbolo de Iansã.
Espada Curva – Símbolo de Ogum.
Espada Reta – Símbolo de Iansã.
Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – Símbolo de Ogum.
Flor ou Coração – Símbolos de Oxum.
Coração com uma Cruz no Interior – Símbolo de Nanã.
Traços Pequenos na Vertical (chuva) – Símbolo de Nanã.
Folhas ou Plantas – Símbolos de Ossanha.
Tridentes – Símbolos para Exu e Pomba-gira; garfos curvos para a Calunga e retos para a Rua. (Pode haver ou não caveira)
Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.
Cruz Grega Negra – Com pedestal, símbolo de Omulu.
Arco-íris – Símbolo de Oxumaré.
Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.
Estrela Guia (com cauda) – Símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).
Um Oito Deitado (Lemniscata) – Símbolo do Infinito.
Cordão com Nó ou um Pano – Símbolo das crianças.
Conchas do Mar – Símbolo das crianças.
Águas Embaixo do Ponto – Símbolo de Iemanjá (mar).
Pequenos Traços de água – Símbolo de Oxum.
Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – Símbolo de força, amarração e descarrego.
Rosa dos Ventos – Chamamento de força ou descarrego.
Palmeiras ou Coqueiros – Força dos Velhos
Traço com Três Semicírculos nas Pontas – Descarrego e força também.


Ps: Pessoal, com base no que eu aprendi os Guias nunca dão os seus pontos originais, com pletos para ser mais simplicaficado! Eles, assim como a própria Umbanda tem seus mistérios e por isso não revelam qual é o seu verdadeiro ponto de força.

Forte abraço à todos que acompanham me blog...Deixe seus comentários!
Axé à todos!!!!

Orixás e Mestres Divinos

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Oxalá é o Trono Natural da Fé e seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade.

Oiá é a orixá do Tempo e seu campo preferencial de atuação é o religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso

Oxum é o Trono irradiador do Amor Divino e da Concepção da Vida em todos os sentidos. Como “Mãe da Concepção” ela estimula a união matrimonial, e como Trono Mineral ela favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material.

Oxumaré é o orixá que rege sobre a sexualidade e seu campo preferencial de atuação é o da renovação dos seres, em todos os aspectos.

Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

Obá é a orixá que aquieta e densifica o racional dos seres, já que seu campo preferencial de atuação é o esgotamento dos conhecimentos desvirtuados.

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilibrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.

Egunitá é o Orixá Cósmico aplicador da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados

Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Iansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”.

Obaluaiyê é o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada.
Yemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de atuação é no amparo à maternidade.
Omulú é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne)


As Sete Linhas.

Ao contrário do que muitos pensam as Sete Linhas de Umbanda Sagrada não são sete Orixás. Mas o que são então?
...São as Sete Irradiações de Deus, já há muito tempo conhecidas pela humanidade, ou não é verdade que nos deparamos com a tradição dos “sete raios”, veneração ao “Setenário Sagrado”, uso magístico das “Sete chamas Sagradas”, “Sete Cores do Arco- íris, “Sete Chacras” etc. Cada um afinado em uma das sete vibrações originais.
...Assim são as Sete Linhas de Umbanda, são Sete Irradiações Divinas que se projetam e recobrem todo o nosso planeta formando sete telas planetárias que estão em tudo e em todos os lugares ao mesmo tempo. Cada uma delas assume uma qualidade, uma essência e um elemento.
...E o que vemos é que cada Orixá que tem também sua qualidade e seu elemento se assentam nestas Sete Linhas de Umbanda de tal forma que para cada linha temos dois Orixás Maiores, um masculino e um feminino a nos irradiar o tempo todo estas qualidades Divinas onde:
Primeira linha : Linha da Fé (Cristalina) onde os Orixás Oxalá e Oyá a irradia;
Segunda Linha: Linha do Amor (Mineral) onde os Orixás Oxum e Oxumaré a irradia;
Terceira Linha: Linha do Conhecimento (vegetal) onde os Orixás Oxóssi e Obá a irradia;
Quarta Linha: Linha da Justiça (Fogo) onde os Orixás Xangô e Iansã a irradia;
Quinta Linha:Linha da Lei (Ar) onde os Orixás Ogum e Egunitá a irradia;
Sexta Linha : Linha da evolução (Terra) onde os Orixás Obaluaiyê e Nanã a irradia;
Sétima Linha: Linha da geração (Água) onde os Orixás Yemanjá e Omulu a irradia.

...E da mesma maneira que os nossos Orixás se assentam nestas Linhas todas as outras Divindades também, pois se Oxalá irradia a Fé, do mesmo modo também a irradia o Deus Apólo dos Gregos, o Deus Amom-Rá dos egípicios, o Khrishina dos hindús e de forma intermediária nosso Cristo Jesus ou Maytréa só para comentarmos esta linha de Umbanda.

...Espero ter esclarecido um pouco o que realmente são as Sete Linhas de Umbanda Sagrada. Parece complicado mas com atenção e amor irão entender melhor.
TEXTO EXTRAÍDO DO JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA (Alexandre Cumino)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

OS SACRAMENTOS DA UMBANDA!

A Umbanda trabalha com alguns sacramentos que são parecidos com os da Igreja Católica, que são: casamento, funeral e batismo.O casamento é realizado pelo guia chefe da casa ou pelo sacerdote responsável pêlo centro, e não pertence só aos médiuns da casa, qualquer um que deseje casar-se na Umbanda pode pedir este sacramento.O funeral é realizado pelo sacerdote do terreiro e sofre alterações de acordo com a condição do morto, se é iniciado na Umbanda ou não.O batismo é realizado sempre pêlo guia chefe do terreiro e pode ser para crianças ou adultos e também não se restringe apenas aos médiuns da casa.

Os outros sacramentos da Umbanda são referentes aos graus de iniciação dos médiuns da casa, são eles:

· Amaci: ritual de lavagem da cabeça do médium, já desenvolvido, com ervas e outros elementos rituais, que consiste na preparação da vibração deste médium para incorporar o seu guia protetor de umbanda, que se manifestará no ritual e dirá qual o trabalho que aquele médium irá desenvolver na umbanda.· Confirmação: ritual para médiuns que completam 21 anos de idade carnal, e já pertencem a umbanda e possuem o amaci.· Deitadas: ritual em que o médium da casa é recolhido com oferendas para o seu orixá e exús para fortalecer a sua mediunidade.· Feitura: ritual de iniciação na umbanda que consiste em vários rituais de limpeza e em um recolhimento, que pode variar de 3 a 7 dias, de acordo com o orixá da pessoa, e saída do orixá principal e do guia protetor do médium.· Coroação: para médiuns já com feitura e que possuem a missão de se tornarem zeladores de umbanda.
Todos estes rituais são realizados pelo zelador do terreiro acompanhado pelo pai pequeno da casa.

Apresentação das Entidades
“Forma e apresentação dos Espíritos na Umbanda”
Ao penetrarmos neste assunto, sabemos, de antemão, que vamos contrariar uma grande parte do movimento umbandista, ainda aferrada a antigas visões, porém, nosso objetivo é separar o joio do trigo, pela estranha confusão que o fanatismo, irmão do feiticismo, faz das Formas ou Roupagens Fluídicas que os Orixás, Guias e Protetores usam nosso movimento UMBANDISTA.
Não devemos, em
absoluto, aceitar as descrições fantásticas que “videntes”, intoxicados de animismo, fazem de supostas entidades.
Alguns vêem Oguns Japoneses, Mongóis, Tibetanos e até Romanos, de couraças, espadas ou cimitarras flamejantes, quando não é um “Xangô” chinês, na aparência de um velho mandarim…
Outras vezes, afirmam que Oxossi é um jovem hindu ou italiano, de cabelos semicompridos, com um manto púrpura ou um homem de cor morena-jambo, com uma faixa na cinta e três flechas enfiadas no corpo, tal e qual o modelo fabricado pelos fabricantes de santo.
A umbanda é a Lei regida por princípios e regras em harmonia que não podemos alterar pela simples vontade; todos os que conscientemente, tentaram alterá-la, sofreram diferentes dissabores.
Repetimos e afirmamos: a Umbanda é o movimento do Círculo Inicial do Triângulo e este é o Ternário ou a Tríade, que exterioriza suas vibrações através das Três Formas ordenadas pela Lei que são místicas e simbolizam:
A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a ambição;
A simplicidade, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação;
A humildade, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência, ou seja, a negação do poder temporal…
As três formas que simbolizam estas virtudes são as de Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, que ainda traduzem: o Princípio ou Nascer, o Meio ou a Plenitude da Força e a Velhice ou o Descanso, isto é a consciência em calma, o abandono das coisas materiais… o esquecimento do ilusório para o começo da realidade.
No entanto, o Espírito, o nosso eu Real, jamais revelou, nem revelará, a sua verdadeira essência e “forma”, compreenda-se bem, sua “forma-essencial”.
Ele externa sua consciência, seu livre arbítrio, por sua alma, pelo corpo mental, que engendra os elementos para a formação do denominado Corpo Astral ou Perispírito, que é uma “forma durável”, fixa, podemos dizer.
Tentaremos então explicar, que o espírito não tem Pátria, porém, conserva em si ou forma a sua alma pelos caracteres psíquicos de vários renascimentos, em diferentes Pátrias.
No entretanto, o conjunto desses caracteres psíquicos experimentais contribui para formar a sua personalidade moral e mental, influindo decisivamente na “forma” de seu corpo astral e mesmo na física quando encarnado.
Poderá, pelo resgate, elevar-se ou evoluir tanto, espiritualmente, que sua imediata condição estando de tal forma purificada, anula completamente os caracteres pessoais de sua última encarnação, e o seu corpo astral pode tomar uma “forma etérica” que apaga, em aparência, aquela que caracterizou esta passagem pelo “mundo da forma humana”.
Assim, devemos concluir que existe maior quantidade de formas astrais feias, baixas, de aspectos brutais, reveladoras do atraso mental de seus ocupantes espirituais, do que formas belas que expressam a LUZ, a consciência evolutiva.
Os ocupantes das formas que revelam um Karma limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três Formas já citadas… velando assim suas próprias vestimentas karmânicas.
Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Orixás ou Guias que assim procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e evoluíram numa encarnação passada.
Para os que estão classificados como Protetores, em quase maioria, não se faz necessário essa transformação, porque conservam ainda uma das três formas em seus corpos astrais, quais sejam: CABOCLOS,CRIANÇAS e PRETOS-VELHOS.
Saibam todos que tudo isso não é mera concepção nossa; obedece a lógica, ao estudo e a experiência, verificadas em centenas de aparelhos(médiuns), através das respostas de suas entidades sobre o assunto.
Senão, vejamos na mais simples e clara das provas: perguntem, através de um bom aparelho(médium) que não seja do qualificado de “consciente” a qualquer Guia, quer de Xangô, Ogum, Orixalá, Yemanjá, etc, se ele é japonês, chinês, inglês ou italiano…
Na certa responderá que não, pois, no momento, está ordenado por uma dessas vibrações ou linhas, e dirá por exemplo: sou um ogum, orixá e caboclo ou dirá, Caboclo X da Falange de Ogum Yara, Ogum Megê ou Ogum de Lei, etc…
Se forem entidades que se apresentam como Crianças, responderão por exemplo: sou Yariri, orixá da vibração ou linha de Yori, ou então, sou “X” da falange de Yariri, Doum ou Ori, etc.
Perguntem, ainda, a um que se apresente como Preto-Velho, e ele dirá que é Pai “X”, por afinidade, um Congo, um Angola, um Cambinda, etc.
Da Vibração de Yorimá, ou da Falange de um Pai-Arruda, Pai-Guiné, Pai-Tomé que são orixás, isto é, chefiam Legião ou Falange.
Como poderão compreender, tudo gira e se expressa nas Três Formas, ou seja, na Tríade, que, por analogia, é o reflexo da Trilogia Sagrada, o Ternário Humano, sintetizado na Unidade que é a manifestação de DEUS.
“O número três reina por toda parte no Universo” disse ZOROASTRO, e este Universo é Tríplice em suas três esferas concêntricas;
o Mundo Natural, o Mundo Humano, e o Mundo Divino.
Até no homem são três as partes que o formam: Corpo, Alma, Espírito. Porque foi da combinação de Três Forças Primordiais (Espírito, Alma, Matéria) que surgiu a forma dos seres que povoam os Universos dentro do Cosmo, limitado e ilimitado em si mesmo.
Ainda é a força sagrada do número três que forma os cultos trinitários.
Exemplos: na Índia com BRAHMA, VISNU e SHIVA; a própria unidade do cristianismo com o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO; no EGITO é OSÍRIS, ÍRIS e HóROS; na CHINA, é BRAHMA, SHIVA e BUDA; na PÉRSIA de ZOROASTRO, era OZMUD, ARIHMAN e MITRA; na primitiva GERMÂNIA, era VOTAM, FRIGA e DINAR; os ORFÍCOS, na Grécia, apelidavam de ZEUS, DEMÉTER e DIONISIUS; na antiga CANAAM era BAAL, ASTARTÈ e ADONIS ECHEMUN… e os CABIRAS, povos de inconcebível Antigüidade, regiam seus mistérios de forma trinitária, com EA (pai), ISTAR (mãe) e TAMUZ (filho) e por fim vamos chegar à Umbanda com IAMBY(ZAMBY) YEMANJÁ e ORIXALÁ (ou OXALÁ).
Citamos tudo isso, para que possa conceber, com provas comparadas, que as formas na Umbanda de Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, obedecem a uma Lei. Não é simples imaginação de A ou B. Segue o mistério do número três…
é a confirmação de uma trilogia religiosa.
Quando à chamada apresentação desses Espíritos, cremos ter ficado patente que o fazem sempre e invariavelmente dentro dessas três roupagens fluídicas como Orixás, Guias e grande percentagem dos que chamamos de Protetores, porque, parte destes, não necessita dessa adaptação, por já conservarem como próprias.
Nesta altura, faz-se necessário uma elucidação: sabemos, pelos ensinamentos dos Orixás, que essa Lei, essa Umbanda, é vivente em outros países, talvez não definida ainda com este nome, porém, os princípios e regras serão os mesmos.
Quanto às “formas” são ou poderão ser as três que simbolizem, nestes países, os mesmos qualificativos que os nossos, ou sejam os mesmos no Brasil (Pureza, Simplicidade e Humildade).
Agora por suas apresentações nos aparelhos (médium) devemos compreender como:
características tríplices das manifestações chamadas incorporativas, que se externam:
Pelas flexões fisionômicas, vocais e psíquicas;

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Pelo ponto cantado ou prece;
Pelos sinais riscados, ou pontos de pemba;
E essas características, salvo situações especiais, são inalteráveis em qualquer aparelhos, cujo Dom real o qualifique como Inconsciente (totalmente dirigido) ou Semi-Inconsciente (parcialmente dirigido).
Então vamos passar a identificar, de um modo geral, os sinais exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos Orixás, Guias e Protetores, através de suas “máquinas transmissoras” pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE.

O PORQUE DO NOME DE PAI JOAQUIM DE ANGOLA E O SEU CHAPÉU DE PALHA


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Por Luiz Roberto de Oxalá - Templo de Umbanda Estrela Consoladora.


SÃO MUITOS OS MISTÉRIOS QUE ENVOLVEM O POVO, AS LINHAS, O UNIVERSO DA NOSSA UMBANDA QUERIDA.

          GRANDES FIGURAS ENTREMEIAM COM A CORDA DA HUMANIDADE, UMA DESTA FIGURA É O GRANDE PRETO-VELHO PAI MANOEL JOAQUIM DE ANGOLA, QUE BAIXA NOS TERREIROS LEVANDO SUA MISSÃO DE AMOR E ESSE AMOR É TÃO GRANDE QUE NINGUÉM PARA,PARA TENTAR DESVENDAR QUEM FOI ESTA LENDÁRIA FIGURA ENTRE OS PRETOS VELHOS DE UMBANDA.

           PAI JOAQUIM OU IQUEMÍ FOI UM NEGRO FORTE, GUERREIRO, FILHO PROMETIDO DE UMA FAMÍLIA REAL AFRICANA, ORIUNDA DE ANGOLA, ÁFRICA PARA REINAR JUNTO AO SEU POVO.

          IQUEMÍ ERA UM PRÍNCIPE MAJESTOSO, AMAVA SUA LIBERDADE, SEUS AMORES, UM LEGITIMO FILHO DO ORIXÁ XANGÔ.

          MAS ENTRE GUERRA DE BRIGAR PELO PODER, IQUEMÍ FOI APRISIONADO POR UMA TRIBO INIMIGA QUE O ENTREGARAM AOS MERCADORES BRANCOS.

          IQUEMÍ O GRANDE GUERREIRO, PRÍNCIPE DE SUA TRIBO ESTAVA EM DESESPERO, PRESO COMO UM ANIMAL, VEIO NO PORÃO DE UM NAVIO AOS GRITOS DE DESESPERO DOS SEUS INIMIGOS DE COR.

          O MERCADOR DE ESCRAVO, DONO DO NAVIO AONDE VINHA IQUEMÍ, SOUBE DO DESTAQUE DE TER UM PRÍNCIPE ENTRE OS OUTROS ESCRAVOS, OBSERVOU O SEU PORTE, SUA BELEZA, SEUS DENTES PERFEITOS E SEU CORPO MÚSCULOS, MAS VIU NOS SEUS OLHOS QUE NÃO SE SUBMETERIA AOS MAUS TRATOS EM SE TORNAR UM ESCRAVO.

          O MERCADOR DE ESCRAVOS CHAMAVA-SE MANOEL JOAQUIM, NASCIDO EM LISBOA DECIDIU FICAR COM IQUEMÍ NA SUA FAZENDA NAS TERRAS DA BAHIA.

          ASSIM IQUEMÍ CHEGOU A BAHIA FOI PARA A FAZENDA DO MERCADOR.

          MAS IQUEMÍ NÃO ACEITAVA SER ESCRAVO, O MERCADOR SE AFEIÇOOU DE IQUEMÍ DEVIDO A SUA VALENTIA, SUA FORÇA E DESTAQUE ENTRE OS NEGROS, MAL SABIA QUE SOBRE A LUZ DO ESPIRITISMO AMBOS ERAM ALMAS AFINS UNIDOS PELO DESTINO.

          IQUEMÍ FOI CONQUISTANDO A AMIZADE DO SENHOR MANOEL JOAQUIM, QUE SÓ TEVE UM FILHO QUE MORREU CEDO COM A PESTE, GOSTAVA DE IQUEMÍ COMO DE UM FILHO E UM DIA LHE DISSE:

          - NEGRO, TU NÃO TENS UM NOME, UM NOME VERDADEIRO, UM NOME ONDE VAIS SER CONHECIDO, VOU PENSAR COMO TE CHAMAR.

          O MERCADOR ADOECEU SERIA MENTE, ANTES DE MORRER BATIZA IQUEMÍ DE MANOEL JOAQUIM DE LUANDA, UM PEDIDO DE IQUEMÍ.

          SUA FAMA CORREU TERRAS, ENVELHECENDO SE TORNOU PAI DE TODOS. PAI MANOEL JOAQUIM DE LUANDA ( PAI JOAQUIM D’ANGOLA)

          SEU PAPEL NA ESCRAVIDÃO FOI IMPORTANTÍSSIMO, PROMOVIA A PAZ ENTRE SEUS IRMÃOS DE COR. BONDOSO, UM VERDADEIRO CRISTÃO, PAI JOAQUIM RECEBEU SEU PRIMEIRO CHAPÉU DE PALHA, DADO POR BISPO DA IGREJA LOCAL QUANDO SUA CABEÇA JÁ ERA TODA BRANQUINHA. SOFREU MUITO NO CATIVEIRO, MAS JAMAIS ESQUECEU SUA GRANDE E VELHA MÃE ÁFRICA.

 
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